21 Informações curiosas sobre um artista surpreendente: Cazuza

21 Informações curiosas sobre um artista surpreendente: Cazuza

O verdadeiro nome do poeta, compositor e cantor Cazuza era Agenor de Miranda Araújo Neto. Ele era filho de Lucinha Araújo e do produtor musical João Araújo. O apelido Cazuza surgiu em virtude da ascendência nordestina por parte de pai. No Nordeste, cazuza significa moleque.

 

Cazuza nasceu no Rio de Janeiro em 1 958 e faleceu na mesma cidade em 1 990, aos 32 anos.

 

Aos 18 anos, arranjou com a ajuda do pai um emprego na gravadora Som Livre, onde fazia triagem de novos músicos e escrevia releases para divulgá-los. Mas só descobriu mesmo que queria ser cantor meses mais tarde, quando ingressou no curso de teatro de Perfeito Fortuna (o mesmo do Asdrúbal Trouxe o Trombone).

 

A paixão pela música era um pouco mais antiga. Uma vez que o pai era um profissional ligado ao universo musical, Cazuza conheceu desde cedo nomes da MPB como Gal Costa, Gilberto Gil, Elis Regina e Caetano Veloso. A coleção de discos de João Araújo levou-o também a conhecer os grandes sucessos de Cartola, Lupicínio Rodrigues, Maysa e outros

 

Cazuza tornou-se vocalista de fato graças à mão amiga do cantor Léo Jaime, que indicou um grupo de rapazes que procuravam um cantor para assumir os vocais: o BarãoVermelho.

 

O Barão Vermelho tocava em bares e teatros do Rio de Janeiro, mas só despontou mesmo depois que divulgou um demo na gravadora Som Livre. Ele imediatamente conseguiu chamar a atenção dos produtores, com exceção João Araújo que tinha receio que achassem que a produção de um disco da banda fosse resultado do seu parentesco com o vocalista. Mas João foi convencido, surgindo daí o primeiro disco de estúdio do Barão Vermelho.

 

O primeiro álbum da banda foi gravado em apenas quatro dias. O segundo levou um pouco mais de tempo: um mês. Mas foi só a partir do terceiro que o grupo estourou como um dos grandes nomes do rock brasileiro.

 

Um dos primeiros grandes sucessos do Barão Vermelho foi a música Bete Balanço, tema do filme de mesmo nome dirigido por Cacá Diegues. A personagem principal do filme foi interpretada pela atriz Débora Bloch.

 

Outro grande sucesso foi Pro Dia Nascer Feliz, música interpretada por Ney Matogrosso em seus shows, em 1 983. Não custa lembrar que Ney e Cazuza viveram um romance tórrido, que sóterminou por insegurança do segundo.

 

O Barão Vermelho foi ao lado dos Paralamas do Sucesso, Blitz e Kid Abelha e os Abóboras Selvagens um dos grupos de rock brasileiro que participaram do primeiro Rock in Rio, em 1 985.

 

Cazuza deixou o Barão Vermelho ainda em 1 985, com a justificativa de que “era egoísta demais para dividir o palco com outros músicos”. De fato, os músicos vinham revezando nos vocais nessa época.

 

A suspeita de que poderia estar com AIDS surgiram ainda em 1 985, quando Cazuza foi internado com febre alta. Foi durante essa internação que surgiu a inspiração para a balada Codinome Beija-flor, por causa dos beija-flores que vez ou outra surgiam pela janela de seu quarto.

 

Recebeu vários prêmios no auge da carreira solo, inclusive de melhor canção e melhor cantor de pop-rock brasileiro.

 

Dirigido por Ney Matogrosso, o espetáculo Ideologia lotou casas de shows de norte a sul do país. Ele rendeu um disco ao vivo intitulado Cazuza – O Tempo não Pára, que vendeu mais de 500 mil cópias na época em que foi lançado.

 

Cazuza foi a primeira personalidade brasileira a assumir em público que era soropositivo. Chegou a dar entrevistas sobre o assunto. E nem a acentuada perda de peso o impediu de continuar cantando.

 

Passou dois meses se tratando em Boston, nos Estados Unidos. Usou o medicamento AZT, considerado na época um dos mais eficazes no tratamento da AIDS. Em virtude da queda de cabelo provocada pelo medicamento, passou a usar com frequência um lenço na cabeça.

 

Dizem que a última coisa que Cazuza pediu antes de falecer foi um milk shake.

 

Cazuza foi sepultado no cemitério São João Batista, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro. Sua sepultura está próxima às de Ary Barroso, Carmen Miranda, Clara Nunes e Francisco Alves.

 

Em 1 990, Lucinha Araújo ajudou a fundar a Sociedade Viva Cazuza, uma Organização Não-Governamental que visava ajudar crianças e adolescentes soropositivos de baixa renda. Parte da renda era obtida através dos direitos autorais das canções de Cazuza.

 

Ainda sobre Lucinha Araújo. Ela lançou três livros sobre o cantor, sendo o primeiro Cazuza – Só as Mães São Felizes. Foi esse livro que inspirou os diretores Sandra Werneck e Walter Carvalho no filme Cazuza – O Tempo não Pára, uma filmografia do cantor. O cantor foi interpretado pelo ator Daniel de Oliveira.

 

Fontes: Wikipédia, Época, Super Interessante, Cazuza.com.

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