18 Tópicos para você entender o que foi o Império Persa

18 Tópicos para você entender o que foi o Império Persa

Os iranianos são descendentes direto dos persas. Aliás, o país que hoje conhecemos como Irã foi até meados do século passado chamado de Pérsia.

Irã significa “Terra dos Arianos”. Os arianos eram tribos de origem indo-europeia (povos da Europa e Ásia com línguas até certo pontos semelhantes) que habitaram a região no terceiro milênio antes de Cristo e, de lá, se espalharam pelo Oriente Médio e Ásia.

Foi por volta do ano 1 000 antes de Cristo que a história dos persas teve início. Ocasião em que os parses, seus primeiros ancestrais, chegaram ao atual território do Irã.

O Império Persa surgiu com a unificação de dois povos: os medos e os persas. Sob o comando de Ciro, o Grande e seus sucessores (Cambises, Dario, Xerxes…), ele se expandiu o rio Indo até as fronteiras do atual território do Egito.

No auge da sua expansão, o Império Persa abrangeu uma área atualmente ocupada pelos seguintes países: Irã, Iraque, Israel, Turquia, Usbequistão, Turcomenistão, Afeganistão e Paquistão.

O Império Persa atingiu sua expansão máxima durante o reinado de Dario, quando chegou às portas da Grécia. Se não tivesse sido contido pelos gregos, sua expansão seria ainda maior. O atual Irã representa apenas 1/3 do que foi esse antigo Império.

Os chamados 300 de Esparta (que foram retratados no filme 300, de Zak Snyder) eram uma espécie de tropa de elite comandada pelo general espartano Leônidas. Com o objetivo de impedir a invasão do território grego pelos persas, eles lutaram contra o exército inimigo num desfiladeiro conhecido como Termópilas.

Ao contrário do que muitos imaginam, os 300 não lutaram sozinhos. Foram acompanhados por mais 7 mil soldados oriundos de Esparta e de cidades gregas como Corinto e Tebas.

Segundo o historiador grego Heródoto, havia em torno de 1,7 milhão de combatentes persas naquele local. As estimativas mais modernas, no entanto, apontam um número menor: entre 250 e 70 mil soldados. Em apenas três dias de combate, as baixas teriam ficado entre 20 mil do lado persa e 2 mil do lado grego.

O conflito entre gregos e persas é conhecido pelo nome de Guerras Médicas. Ele teve início quando algumas colônias gregas da Ásia Menor (atual Turquia) começaram a se rebelar contra o domínio persa.

Foram os persas que libertaram os judeus do cativeiro da Babilônia. Eles não só permitiram a volta desse povo para a sua terra, como toleraram sua organização social e religião. Os persas eram, aliás, bastante tolerantes com as crenças dos povos conquistados.

O Império caiu nas mãos do líder macedônio Alexandre, o Grande. Foi Alexandre quem, segundo contam, durante uma bebedeira, ordenou que o palácio imperial persa fosse incendiado. As chamas se alastraram e atingiram grande parte da cidade de Persépolis.

Com a morte de Alexandre, a Pérsia foi dividida entre seus generais. Esse fracionamento só terminou em 224 depois de Cristo – ou seja, 600 anos depois – quando a família real dos sassânidas conseguiu dominar a região e recuperar o orgulho persa.

As ruínas de Persépolis foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco no ano de 1 979.

A maior parte do território persa foi conquistada pelos árabes entre os anos 643 e 650, provocando mudanças profundas em sua religiosidade. Os persas conheceram o islã que, aos poucos, foi assimilado por sua cultura.

Depois dos árabes, o Império (ou o que restou dele) foi invadido pelos turcos otomanos. Mais tarde, foram os mongóis que tomaram o território. O atual Irã passou a fazer parte de um dos maiores impérios de que se tem notícia: o mongol. Só para se ter uma vaga ideia do quanto esse império era vasto, ele englobava território que iam da atual Coreia do Sul, na Ásia, à Polônia, na Europa.

O último país a invadir o atual território do Irã foi o Reino Unido, no começo do século XX. A ocupação durou até 1 919, quando os britânicos foram derrotados pelo xá Reza Phalevi. A monarquia iraniana caiu em 1 979. O xá foi deposto pela Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini.

Até a chegada dos muçulmanos árabes, a religião dominante na Pérsia era o zoroastrismo. Fundada por Zoroastro, ou Zaratustra, ela tinha como base a prática da virtude, o dualismo bem-mal (o bem era representado por Ahura-Mazda e o mal, por Arimã), a ressurreição e o Juízo Final. Alguns historiadores acreditam ter o zoroastrismo/masdeísmo influenciado de alguma forma as crenças judaica, islâmica e cristã. Ainda existem alguns zoroastristas no Irã, Ásia Central e Índia.

Fontes: Wikipédia, Mundo Estranho, Guia do Estudante, História Viva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *