15 Coisas que você devia saber sobre o Ecstasy

15 Coisas que você devia saber sobre o Ecstasy

O ecstasy é uma droga sintética oriunda da anfetamina, com propriedades estimulantes e alucinóginas. Em virtude dessa capacidade alucinógina, ela é também chamada de “droga psicodélica”.

Drogas sintéticas são drogas “fabricadas”, ou seja, não derivadas de produtos naturais. Anfetaminas são drogas estimulantes do sistema nervoso central, que provocam o aumento das capacidades físicas e psíquicas.

Uma das drogas psicodélicas mais conhecidas é o LSD, muito utilizada pelo juventude hippie dos anos 1 960. O psicodelismo é também frequentemente associado ao rock progressivo.

O nome “técnico” do ecstasy é um pouco mais complicado do que o nome usado nas ruas (“E” ou “droga do amor”): 3,4 metilenodioximetanfetina ou MDMA. O MDMA age sobre um neurotransmissor chamado serotonina, provocando sensação de prazer.

As drogas à base de MDMA foram provavelmente criadas no início do século XX como substâncias contra hemorragias. Elas nunca foram comercializadas. Permaneceram esquecidas até o início dos anos 1 970, quando passaram a ser recomendadas por psicoterapeutas. A alegação era de que, em doses pequenas, levariam os pacientes a falar sem dificuldades sobre os seus problemas.

De acordo com os usuários, o ecstasy é capaz de causar uma forte “empatia com os outros”, além de bem-estar, conforto e excitação.

Um dos efeitos curiosos do ecstasy é a hipersensibilidade do tato. O toque de outra pessoa tem efeito multiplicado no corpo. É como se toda a pele do usuário se transformasse numa zona erógena super-sensível. Não é sem motivo que muitos jovens se tocam o tempo todo ou se envolvem em grande abraços coletivos durante as raves – festas movidas a música eletrônica.

O ecstasy é ingerido por via oral no formato de comprimido – normalmente do tamanho de uma aspirina.

Segundo os especialistas, o ecstasy é uma roubada. Ele leva a complicações que vão de amnésias temporárias a desidratação, aumento da temperatura corporal (hipertermia), náusea, tensão muscular e exaustão extrema . A overdose provoca hipertensão e perda de consciência. Ainda não há provas concretas, mas suspeita-se que esse tipo de droga provoque lesões cerebrais.

Acredite se quiser, mas boa parte das mortes de usuários do ecstasy é provocada pela elevação anormal da temperatura corporal (lembrando que além de estimulante, a serotononina aumenta a temperatura). Quando o corpo atinge a temperatura de 41 graus, o sangue pode coagular e a pessoa morrer de parada cardíaca.

A quantidade de serotonina no cérebro de um usuário é de 50% a 80% a mais do que no cérebro de uma pessoa que não tomou esse tipo de metanfetamina.

A fama de estimulante sexual do ecstasy não passa de boato. Tudo indica que a “droga do amor” esteja provocando efeitos contrários, como dificuldade de ereção nos homens e falta de lubrificação natural nas mulheres. Os cientistas suspeitam ainda que, além de dificuldade de ereção, o ecstasy pode impedir ou retardar o orgasmo.

As complicações derivadas do ecstasy podem ocorrer em duas ocasiões, dependendo do caso: durante ou depois do uso da droga. Os usuários podem senti-las dias ou mesmo semanas após a sua ingestão.

Existe um tipo de MDMA chamada molly, um ecstasy mais cristalino e vendido em pó. Alguns usuários dizem que é uma “forma pura” da substância, o que não é exatamente uma verdade. Ela é uma das drogas mais adulteradas, com a adição de substâncias tão estranhas quanto talco e cal.

A molly virou moda no início dos anos 2 010, principalmente entre os mais endinheirados. É também muito consumido por pessoas na faixa entre 30 e 40 anos de idade. Uma grama custa em torno de R$ 200 e rende até sete doses.

Os efeitos colaterais da molly são idênticos aos do ecstasy. Os usuários são obrigados a encarar a “terça-feira suicida”, quando são atingidos por forte depressão. Casos envolvendo convulsões, aumento da temperatura corporal e coma também levam usuários aos hospitais com a mesma frequência.

Fontes: Hospital Albert Einstein, Folha de São Paulo, Glamour, G1, Wikipédia.

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