12 Crimes que abalaram a humanidade

12 Crimes que abalaram a humanidade

Um dos conflitos mais sangrentos da história da humanidade foi a Primeira Guerra Mundial. O seu estopim foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando (Franz Ferdinand), em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina. Ele foi apenas um entre muitos assassinatos conhecidos dos historiadores pela repercussão histórica ou comoção mundial. Saiba mais sobre esses crimes nos tópicos a seguir.

Júlio César – Foi um militar e político romano, responsável pela transformação da República no Império Romano. Formou com Crasso e Pompeu uma aliança – chamada pelos historiadores de Primeiro Triunvirato -, que dominou a política romana por anos. Sua popularidade junto ao povo incomodava a aristocracia que controlava o senado. Com as suas campanhas, expandiu o Império Romano até a Gália. Foi o primeiro general romano a tentar a invasão da Britânia. Com o tempo, César assumiu o poder em Roma e tentou governar como ditador absoluto. Chegou até a mudar a contagem do tempo, com a criação do calendário juliano. A guerra civil deflagrada com o seu retorno a Roma e a centralização do poder em cima da sua pessoa, criaram diversos ressentimentos. Em 44 antes de Cristo, uma facção do senado organizou o seu assassinato com o objetivo de restaurar a República. A ideia, no entanto, não deu muito certo. Com a morte de César, Roma viu-se mergulhada numa guerra civil cujo desfecho foi a subida do seu sobrinho Otávio ao poder e o fim definitivo da República.

Abraham Lincoln – Eleito em 1 960, Lincoln aboliu a escravidão nos Estados Unidos e liderou o Norte do país pela união nacional na Guerra Civil Americana. Uma das principais causas desse conflito foi justamente o fim da escravidão, contestado pelos estados produtores de algodão do Sul. Ele durou quatro anos e deixou um saldo de 600 mil mortos. Com a vitória do Norte, a união nacional foi mantida e os negros começaram a ser reconhecidos como cidadãos. Lincoln foi assassinado enquanto assistia a uma peça de teatro na cidade de Washington.

Francisco Ferdinando – Havia antes da Primeira Guerra Mundial quatro grandes impérios na Europa e Oriente Médio: o austro-húngaro, o russo, o alemão e o otomano. Enquanto a Áustria-Hungria, Alemanha e Itália formavam um grande bloco, conhecido como Tríplice Aliança, o Reino Unido em conjunto com a França e a Rússia constituíam outro chamado Entente. Grande parte da Europa central era dominada pelo Império Austro-húngaro, inclusive a Bósnia-Herzegovina, que era reivindicada pela Sérvia. Os nacionalistas sérvios nutriam fortes ressentimento contra os austro-húngaros, que tinham anexado a Bósnia-Herzegovina no ano de 1 908. O estopim da guerra foi o assassinato por um nacionalista sérvio do herdeiro do trono austríaco, o arquiduque Francisco Ferdinando, e sua esposa durante uma visita a Sarajevo. Em resposta, a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia. O problema foi que os sérvios eram aliados dos russos, que entraram em guerra contra o Império Austro-húngaro. Num curto espaço de tempo, o conflito já envolvia todos os países da Tríplice Aliança e da Entente. A Primeira Guerra Mundial durou quatro anos. Uma das suas batalhas mais sangrentas foi a do Somme, em que morreram 60 mil soldados só no primeiro dia. (Uma observação: ao contrário da imagem acima, a esposa do arquiduque foi morta primeiro – ele teria sido alvejado enquanto tentava reanimá-la.)

Mahatma Gandhi – Mohandas Karanshandi Gandhi foi morto em 1 948 por um líder popular indiano, que se opunha ao pagamento de certas dívidas com o Paquistão. Anos antes, a Índia tinha conquistado a independência do Reino Unido graças aos esforços e à liderança carismática de Gandhi (um detalhe: Índia, Paquistão e Bangladesh formavam uma única unidade federativa no ano de 1 945). Gandhi alcançou o seu objetivo usando o princípio do Satyhagraha, a não-agressão como forma de conquistar uma meta. Utilizou o jejum e os protestos pacíficos.

John Fitzgerald Kennedy – Trigésimo-quinto presidente dos Estados Unidos, John Kennedy foi assassinado durante um desfile em carro aberto na cidade de Dallas, estado do Texas, em 1 963. Eleito em 1 960, foi o segundo presidente mais jovem da história dos Estados Unidos. Desempenhou papel importante em eventos históricos como a Crise dos Mísseis de Cuba, a Invasão da Baía dos Porcos, o Movimento dos Direitos Civis e a Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética quase entraram em guerra durante o seu governo. Seu assassinato chocou os Estados Unidos da década de 60 do século passado, causando um impacto grande no inconsciente coletivo daquele país.

Martin Luther King Jr. – Era um dos mais importantes líderes do Movimento dos Direitos Civis no início dos anos 60, que lutava pelo fim do preconceito e pela igualdade racial nos Estados Unidos. Foi um dos principais responsáveis pela Marcha Sobre Washington, uma mega-manifestação com 250 mil pessoas na capital norte-americana. Foi durante essa manifestação que fez o discurso I Have a Dream, um dos mais conhecidos da história contemporânea. Ganhou o prêmio Nobel da Paz. Foi assassinato em 4 de abril de 1 968 por um homem acusado de diversos atos racista, na cidade de Memphis, estado do Tennessee.

Robert Kennedy – Irmão do presidente John Kennedy, assassinado em 1 963, Robert Kennedy foi um importante senador pelo estado norte-americano de Nova York. Lançou-se candidato à presidência dos Estados Unidos no início de 1 968 e venceu as primárias da Califórnia pelo Partido Democrática. Os seus planos foram interrompidos por Sirhan Sirhan, um sujeito de origem palestina que aparentemente se opunha ao apoio incondicional dos Estados Unidos à Israel. Kennedy foi alvejado depois de um comício, quando se despedia de seus correligionários. Internado em estado grave, acabou falecendo na manhã seguinte.

John Lennon – O grupo britânico The Beatles foi o mais popular da história do rock, influenciando de grupos de música pop a bandas de rock pesado. Era formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Os Beatles se separaram no início dos anos 1 970, quando cada um tentou a carreira solo. Um dos mais bem-sucedidos foi Lennon, que já naqueles tempos lançou músicas consideradas “clássicas” como Imagine. Durante a década de 70, John e sua esposa Yoko Ono se envolveram em manifestações pelos direitos iguais entre homens e mulheres, paz mundial e fim da Guerra do Vietnã. Mudou-se da Grã-Bretanha para os Estados Unidos, onde viveria os seus últimos dias. John Lennon foi assassinado por um fã na entrada do edifício onde morava na cidade de Nova York, em dezembro de 1 980. A sua morte provocou comoção mundial. Os fãs até hoje homenageiam o ex-Beatle cantando suas músicas e deixando flores no local onde ele foi assassinado.

Aldo Moro – Primeiro-ministro da Itália em cinco ocasiões, Moro foi um dos políticos italianos mais influentes entre os anos 60 e 70. Foi sequestrado em março de 1 978 pelo grupo terrorista Brigadas Vermelhas, de inspiração comunista. Depois de cinco meses de cativeiro e negociações infrutíferas, Moro foi assassinato e seu corpo encontrado no porta-malas de um automóvel, chocando toda a Itália. As Brigadas Vermelhas costumavam atacar prédios públicos e automóveis de políticos, além de sequestrar personalidades.

Anwar Sadat – Presidente do Egito de 1 970 a 1 981, Muhammad Anwar Al Sadat tornou-se o primeiro líder de um país árabe a visitar o Estado de Israel. Participou das negociações de Camp David, nos Estados Unidos, pela paz com o país de maioria judaica. Chegou a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Suas tentativas de manter um acordo de paz definitivo (lembrando que o Egito enfrentou Israel na Guerra do Yom Kippur, no ano de 1 973), enfureceu as nações árabes vizinhas. Elas também foram extremamente impopulares entre os grupos locais. Sadat foi assassinato por membros do grupo Jihad Islâmica durante uma parada militar no Cairo em outubro de 1 981. Foi sucedido por Hosni Mubarak, que permaneceu no poder até a Primavera Árabe de 2 011.

Yitzhak Rabin – Foi o primeiro chefe de governo nascido no que seria o Estado de Israel. Assumiu o cargo de primeiro-ministro em duas ocasiões, a última em 1992. É lembrado pelos Acordos de Paz de Oslo, uma série de acordos feitos na capital norueguesa com o objetivo de dar um fim ao conflito israelense-palestino. Junto com o presidente norte-americano Bill Clinton e o líder palestino Yasser Arafat, comprometeu-se a resolver problemas sobre o status de Jerusalém, ocupação israelense no sul do Líbano e territórios ocupados. Os esforços à favor de paz renderam-lhe um prêmio Nobel em 1 994, que foi dividido com Arafat. Isso desagradou a extrema-direita israelense, que era contra os acordos. Rabin foi assassinado por um estudante durante um comício na cidade de Tel Aviv. Foi sepultado na mesma cidade onde nasceu: Jerusalém.

Osama Bin Laden – Líder de uma das maiores organizações terroristas da atualidade, o saudita Osama Bin Awad Bin Laden, era herdeiro de uma poderosa família do ramo da construção civil. Lutou ao lado de outros milhares de sauditas contra a invasão soviética no Afeganistão. O contato com extremistas do Oriente Médio e Ásia Central levou Bin Laden a abraçar o fundamentalismo islâmico e fundar uma organização chamada Al Qaeda. Começou a atuar de forma discreta no Sudão, Argélia e Egito. Um atentado fracassado contra o presidente do Egito Hosni Mubarak levou-o a se refugiar no Afeganistão, onde se aliou ao grupo extremista Taleban. Bin Laden foi um dos idealizadores dos atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, em 1 998. A partir daí virou inimigo público número um dos Estados Unidos, sendo caçado por vários países. Mas o pior ainda estava por vir. Uma série de atentados terroristas em território norte-americano em 11 de setembro de 2 001 instigou a Casa Branca a declarar guerra contra o Afeganistão e a aumentar os esforços na caçada a Bin Laden e outros líderes da Al Qaeda. O terrorista foi capturado e morto durante uma operação secreta no interior do Paquistão em maio do ano de 2 011. Após a identificação do cadáver, ele foi jogado no mar.

Fontes: Wikipédia, Enciclopédia Ilustrada Folha, Aventuras na História, Terra, UOL.

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