História
18 Informações e curiosidades sobre D. Pedro I

Dom Pedro de Alcântara foi o primeiro imperador do Brasil e 27º rei de Portugal.
O nome completo de D. Pedro I é um pouco comprido, acredite se quiser: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
Dom Pedro gostava muito de equitação e música. Foi o autor do Hino Nacional de Portugal até 1 920 e do Hino da Independência brasileiro (“Já podeis, da Pátria filhos/Ver contente a mãe gentil/Já raiou a liberdade/No horizonte do Brasil…”). Falava inglês, francês e ainda arranhava o alemão.
Sua primeira esposa foi a austríaca Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena, ou Maria Leopoldina. O casamento ocorreu em Viena por procuração (ou seja, D. Pedro e Maria Leopoldina já estavam oficialmente casados quando se conheceram).
Consta que D. Pedro tinha o hábito de comer com as mãos e para não ser vista como uma esnobe, D. Leopoldina abandonou os talheres que usava na Europa.
Em virtude da ameaça de Napoleão Bonaparte de invadir Portugal, foi forçado a vir para o Brasil com a família imperial. Pedro tinha nove anos na época. Quando seus pais retornaram para a terra natal, foi nomeado príncipe regente do Brasil. Com a Proclamação da Independência, tornou-se imperador.
Esqueça aquela imagem de D. Pedro proclamando a Independência montado num alazão branco. Ele viajava num burrico quando parou às margens do córrego Ipiranga em 7 de setembro de 1 822. Outro detalhe: ele sofria de uma terrível diarreia naquela ocasião.
Reza a lenda que D. Maria Leolpoldina teria morrido em virtude de complicações de uma fratura no fêmur depois de ter sido empurrada escada abaixo pelo imperador. Mas uma autópsia recente revelou a inexistência dessa fratura, colocando a suposta agressão em dúvida.
Com a morte de D. João VI, D. Pedro foi para Lisboa assumir o trono do pai. Passou a se chamar D. Pedro IV, o 27º rei de Portugal. Uma vez que não podia acumular as duas coroas, abdicou do trono português em favor de sua filha Maria da Glória.
Sua segunda esposa foi a italiana Amélia Augusta Eugênia de Napoleão de Leuchtemberg. Consta que D. Pedro ficou deslumbrado quando a conheceu. Mas o casamento durou apenas cinco anos, terminando com a morte do rei, aos 36 anos.
Dom Pedro faleceu no mesmo quarto onde tinha nascido, no palácio português de Queluz. O quarto se chamava D. Quixote.
O imperador tinha 36 anos quando faleceu – um tanto jovem, mesmo para a época – quando faleceu em virtude de uma tuberculose. Ele sofria de diversos males antes de ser acometido pela doença: fraturas em virtude de quedas ao cavalgar, problemas renais e epilepsia.
Seu coração foi retirado durante a autópsia e enviado para a cidade do Porto, onde permanece até hoje.
No total, D. Pedro teve 18 filhos registrados, tidos com suas duas esposas e inúmeras amantes.
Dom Pedro escreveu em torno de 200 cartas para suas amantes, sendo 150 endereçadas a sua favorita: Domitila de Castro, a Marquesa de Santos.
Somente em 1 972, durante as comemorações dos 150 anos da Independência, seus restos mortais foram definitivamente transladados para o Brasil. Hoje, repousam no Monumento do Ipiranga, em São Paulo.
Os restos mortais do imperador e suas duas esposas foram exumados em sigilo entre os meses de fevereiro e setembro de 2 012. Entre as descobertas feitas pela equipe responsável pelo trabalho estava o corpo mumificado e com alguns órgãos perfeitamente preservados de D. Amélia.
Entre os títulos que recebeu em vida estavam o brasileiro de “Sua Majestade Imperial, D. Pedro I, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil”, e o português de “Sua Majestade Fidelíssima, D. Pedro IV, Rei de Portugal e Algarve, d´Aquém e d´Além em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia”.
Fontes: Wikipédia, UOL, Guia dos Curiosos, Revista de História da Biblioteca Nacional.
